quarta-feira, 27 de maio de 2009

Entre a rosa e o poema

“Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade.”

Chico Buarque – Bom conselho


Entre a rosa e o poema
Entro patético no cinema
E como acontece no romance
A mulher que eu amo aparece
Entre a rosa e o poema
Um disparo de dor
Um disparo de cor
Um disparo de amor
Entre a rosa e o poema
Um corpo jaz
Sem dor
Sem cor
Sem amor

Entre a rosa e o poema
Entro no cinema patético
Apreciador estético
Estático na cadeira
Aprecio o drama
De amor e dor
Entre a rosa e o poema
Ela aparece
Como acontece no cinema
E toma conta da dor
E toma todo o amor
E toma toda a cor
Entre a rosa e o poema

Patético no cinema estático
Entro com ética
Como acontece no poema
Ela se vai entre a rosa e o romance
E eu neste lance
Aprecio a cor
E a falta de amor
Agora jaz
Entre o estético e o ético
A rosa no cinema

a.c.sampaio
22/05/2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O poema da foda

Poema da Foda

Neste Brasil imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.

É uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.

Fodem moscas e mosquitos,
Fodem aranha e escorpião,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem empregadas com patrão.

Os brancos fodem os negros
Com grande consentimento,
Os noivos fodem as noivas
Muito antes do casamento.

General fode Tenente,
Coronel fode Capitão.
E o presidente da República
Vive fodendo a nação.

Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na igreja de crente
O pastor fode o irmão...

Todos fodem neste mundo
Num capricho derradeiro.
E o danado do Dentista
Fode a mulher do Padeiro.

Lula depois de eleito
Se tornou um fudedor
Fode a Marisa, o PT
E até o trabalhador,

O senador fode o deputado
Que fode o eleitor.
Parece que a natureza
Vem a todos nos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.

E você, meu nobre amigo
Que agora está a se entreter,
Se não gostou da poesia
Levante e vá se foder!!!

Autor Desconhecido - Também pudera, se fosse conhecido, tava fodido!!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sina...

Eu o conhecia há muito tempo. Não era de dar papo para ninguém e escondia uma tristeza, misto de timidez e introspecção, que cativava todo mundo. Desde pequeno, era fascinado com a anatomia humana. Atlas anatômicos e manuais práticos de pequenas cirurgias faziam parte de suas leituras. Conhecia todos os sistemas do corpo humano e funções de todos os órgãos. Era tido como um geniozinho na pequena escola do interior onde começou a estudar.

Seu desejo, nobre, era ser médico, como quase todos de sua família; desejo que nunca se realizaria porque ele era filho de um que não teve a mesma sorte que os demais. A medicina perdeu um grande anatomista, talvez um grande médico, mas o mundo ganhou um grande problema, que, mais tarde, veremos que será de difícil solução.

Outra coisa que o instigava era a literatura.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Como evitar o efeito chubluf

Aprendendo a Livrar o Cu da Água

Acredito que, ao cagar, a maioria de vocês já tenham molhado a bunda na água fétida que o cagalhão levanta ao cair na água do vaso.

Todos, ainda que intuitivamente, já devem ter feito uso de alguma técnica para evitar o efeito chubluf.

1) Posicionar o ânus o mais próximo possível da tábua, deixando o saco (caso você o tenha) esmagado sobre a mesma. Assim, a barrola fedorenta desce rolando pela louça. Com a queda amortecida, o senegalês mal-cheiroso não provoca o referido efeito chubluf.

Problemas:
a) A merda deixa um rastro na louça. (tal técnica consiste em, literalmente, "jogar um barro na louça") Sob o ponto de vista estético, foda-se! Não é o macho da casa que vai limpar a barrolinha. (no máximo, dá pra tentar desfazer a trilha pastosa com jatos de mijo de alta pressão) Mas aquele filete marrom pode vir a feder mais tarde. E, no caso de dar um barro na casa da namorada ou dos sogros, pode pegar mal se alguém entrar depois de você.
b) Se a pontaria for mal calculada, o toletão pode raspar na tábua e cagar a porra toda. Neste caso, é de bom grado limpar depois de terminado o serviço. Até porque na barreada seguinte, você corre o risco de esquecer e sujar o saco na própria merda que lá ficara, o que seria, convenhamos, bastante escroto e desagradável.

2) Criar um tapete flutuante de papel higiênico.

Conhecida como efeito overcraft, essa técnica parte do pressuposto que a merda será amortecida ao bater no tapete de papel evitando o efeito chubluf.

Problemas:

a) Errar na quantidade de papel para menos. Neste caso, a água vai bater na bunda de qualquer forma.

b) Errar na quantidade de papel para mais. Neste caso, a privada entope e o cagante passa pela constrangedora experiência de ter de fugir da água com merda que sobe ameaçadora e lentamente privada acima. Pior: na ponta dos pés e segurando a calça pra não cair.

3) Técnica conhecida como cag'n run.

Consiste em cagar no meio da privada e tirar a bunda rapidamente antes que o chafariz barrento atinja a raba. Tal técnica exige reflexo, explosão muscular e uma coordenação motora pelo menos razoáveis.

Problemas:

a) Arrancar lentamente. Neste caso, tudo vai por água abaixo (ou acima, no caso) e o furico (rego) é atingido pela água podre de qualquer jeito.

b) Arrancar rapidamente demais. Neste caso, corre-se o risco de tirar o cu da reta antes de a merda se desprender da flor de oríba. Resultado: cocô na tábua, na coxa, no chão do banheiro ou, pior, dentro da cueca do cagão. Além disso, o cagante pode ser enganado pelo cocô do tipo "dois estágios". É o caso em que o cagante pensa que se livrou do charutão e, sem nada poder fazer, vê uma badalhoca cair dentro da cueca ou aquele pingo de merda estatelado no chão.